quinta-feira, 17 de maio de 2012

Que jogo é esse?

Carlos Nougué

Acabo de ler (em http://rorate-caeli.blogspot.com/2012/05/message-of-superior-of-french-district.html) uma Mensagem do Superior do Distrito da França da FSSPX, Padre Régis de Cacqueray, e não cessa meu estupor.
Para nos restringirmos ao essencial, veja-se isto que diz o referido sacerdote: “atreve-se” ele “a fazer o pedido de que, durante estes dias que precedem a Festa de Pentecostes, os responsáveis por fóruns aceitem fechá-los. Se não os fecharem, que seus leitores se abstenham de visitá-los, e, se os visitarem, que não esperem encontrar a verdade nas miríades de mensagens que neles se trocam”.
Naturalmente, o Padre está a referir-se ao imenso debate travado em torno de um possível acordo da FSSPX com Roma. Pois bem, pergunte-se então ao Padre Régis:
1) Não é verdadeira a carta a M. Fellay dos três Bispos contrários ao acordo, e não é verdadeira a carta em que este lhes responde acusando-os de atitude cismática?
2) Não é verdade que uma parte dos sacerdotes e dos fiéis da Tradição é contrária a qualquer acordo com a Roma liberal, e que outra parte deles, ao invés, é favorável a ele?
3) Se não se trata disso, por que o instante pedido de orações a Nossa Senhora até Pentecostes?
4) Qual é então a “grande provação” (as palavras são do Superior francês) que “estamos vivendo”? Não se refere ele exatamente a todo o drama que se desenrola em torno do possível acordo?
5) Se assim é, por que a acusação grave de que não se encontra verdade nos fóruns? Em nenhum? Nenhuma verdade?
Não duvido sequer que o Padre Régis seja contrário ao acordo (aliás, acabamos de publicar neste blog dois artigos do mesmo sacerdote neste sentido, e é de crer que são de todo verdadeiros). Mas, se o é – ou, afinal, se de fato não o é –, por que, então, esse jogo pérfido de luz e sombras, de ditos e silêncios, de pistas e despistamentos, de orações convocadas como que sem objeto definido?
Tal modo de proceder se assemelha muito à chamada “estimulação contraditória” da perversa neurolinguística. Quero crer que da parte do Superior francês isso não se dá conscientemente. Mas é preciso dizer, sim, que tal proceder é próprio dos governos maquiavélicos, que só o são exatamente porque não estão a serviço da Verdade e do Bem comum.

A Crise na FSSPX e uma Pergunta Inevitável


Frederico de Castro

Que é que se pode dizer de útil da crise atual na FSSPX? É preciso dizer algo, já que o tempo de se calar ou de falar apenas de maneira reservada já se foi. Com efeito, a crise já deixou de ser; ou seja, aquele momento de inação, reflexão e conversas atingiu o seu ápice no mínimo pelo decurso do tempo. Permanecer inertes daqui para frente seria o mesmo que covardia ou cumplicidade com o erro. É preciso, portanto, tomar coragem e fazer uma escolha pública. Quem permanecer no anonimato correrá o risco de em algum momento negar o nome do Senhor ou então se tornar cúmplice de erros oriundos do liberalismo.
A quem escutar? D. Fellay ou os Bispos D. Williamson, D. Tissier e D. Galarreta? Provavelmente é a pergunta que se fazem todas as pessoas que têm sua integridade intelectiva e moral de alguma forma mais preservadas dos grandes vícios que afligem a alma humana. Como podemos ter alguma certeza da escolha a se fazer?
Essa não é uma pergunta simples, mas não é impossível de ser respondida. Pois bem, tomo a palavra para dizer que o que nós - fiéis que sempre prezamos estar a fazer parte da resistência católica contra o modernismo - devemos observar é:

Quem está fazendo aquilo que Deus manda que se faça?
Essa é a pergunta que guiará a resposta para aquilo que deve ser feito.

E afinal, o que Nosso Senhor nos pediu?
O Magistério da Igreja sempre o disse: que guardássemos o depósito da fé e que praticássemos boas obras, indo a ensinar a todos.
Dessa forma, é antes nas ações e nas palavras que vamos encontrar a resposta para nossas dúvidas e não nas intenções. As intenções, somente Deus as conhece profundamente, mas das palavras e das ações não podemos ter qualquer medo de lhes dar o crédito que elas mereçam receber.
O que está em jogo não é uma questão de preferência ou de carisma, mas sim a verdade e a justiça em relação ao modo de viver e conviver da forma como Deus nos ensinou e determinou que se faça.
Nesse sentido, sabemos bem que a Roma atual vive como quer e não como Deus manda. É impossível negar que pelo menos desde o concílio vaticano II Roma tem contrariado sistematicamente o magistério bimilenar da Igreja. Aqui no blog do SPES qualquer interessado pode encontrar, talvez, o mais amplo material em língua portuguesa sobre a crise conciliar do vaticano II.
Monsenhor Lefebvre, o grande nome da resistência antimodernista, afirmou categoricamente que a Roma atual está vivendo uma apostasia. Palavras duras e verdadeiras do fundador da FSSPX. Palavras que vem sendo tiranicamente ignoradas pelos atuais superiores da FSSPX.
Logo, se entrarmos em sua convivência, de duas uma: ou vamos nos tornar cúmplices de sua desobediência ou então passaremos a nos voltar contra os nossos próprios atos; seja por hipocrisia, seja por covardia ou derradeiramente por soberba. Afinal de contas, quem afirma que pode viver em um ambiente tomado pela fumaça de Satanás (expressão deveras conhecida pelos que já leram um mínimo sobre a crise) e se diz imune, só pode estar tomado de profunda soberba e, na verdade, ou confia demasiadamente em si próprio ou, no mínimo, está a por em prova o nome de Deus.
Alguns irão dizer que os que se opõem ao acordo com Roma faltam contra a caridade ou que são intolerantes, irresignados ou impacientes. Nada mais absurdo e falso! Esse tolerantismo atual já é verdadeiramente o primeiro passo para o mais rasgado modernismo. É preciso que se saiba que sobre essas virtudes das quais tais pessoas nos acusam de estarmos em falta – dentre o muito que pode ser dito – não tem a extensão que elas agora, somente agora, defendem.
É fácil e cômodo dizer que se deposita total confiança em D. Fellay e abolir todo o mais que essa manobra implica para o futuro da resistência católica no mundo. Ora, se é assim com ele, por que não o fazem logo com o Papa? Afinal de contas a quem assiste mais prontamente o Espírito Santo e quem é a regra próxima da fé?
A paz e a unidade fora da verdade podem ser facilmente representadas na inércia dos cadáveres. Alma, animada por Deus mesmo, uma vez separada do corpo faz com que esse não passe de fétida matéria corrompida.
Se Roma ainda não está morta é porque Nosso Senhor mesmo garantiu que isso não aconteceria; mesmo assim, essa espécie de gangrena não poderá ser curada sem que aceitem tomar do remédio amargo da verdade e da justiça. Insisto: juntar-se ao doente sem proteção da graça é tentar a Deus! e essa graça que vem dos sacramentos não se faz sentir sem que se cumpra a justiça que por eles se deve fazer, em obediência ao que Deus manda e não ao que os homens exigem, ainda que esses homens estejam debaixo do digníssimo sacramento da ordem.
Dito isso: quem está fazendo o que Deus manda? Dizeis por vós mesmos e tomem conta de que responderão por isso.
Deus nos proteja a todos.

Carta de Monseñor Lefebvre a Dom Tomás de Aquino

 
Carta de Monseñor Lefebvre a Dom Tomás de Aquino,
Prior del Monasterio de Santa Cruz; escrita en momentos
en que éste viajaba a Brasil, mientras Dom Gérard
hacía los arreglos con Roma:

+ Ecône 18 de agosto de 1988

Muy Estimado Dom Tomás de Aquino:

¡Cómo lamento que usted haya partido antes de los acontecimientos del Barroux! Habría sido más fácil considerar la situación provocada por la decisión desastrosa de Dom Gérard…
Dom Gérard, en su declaración, expone lo que le es concedido y acepta ponerse bajo la obediencia de la Roma modernista, que permanece fundamentalmente anti tradicional, lo que motivo mi alejamiento.
Él quería al mismo tiempo guardar la amistad y el apoyo de los tradicionalistas, lo que es inconcebible. Él nos acusa de "resistencialismo".
Yo le avisé bien. Mas su decisión estaba ya tomada hacía mucho tiempo y él no quiso escuchar más consejos.
Las consecuencias ahora son inevitables. Ya no tendremos más ninguna relación con el Barroux y avisamos a todos nuestros fieles para que no ayudasen más una obra que, de aquí en adelante, está en manos de nuestros enemigos, de los enemigos de Nuestro Señor y de su reino universal.
Las hermanas benedictinas están angustiadas. Ellas vinieron a verme. Yo les aconsejé lo que le aconsejo igualmente: guardar su libertad y recusar todo lazo con esta Roma modernista.
Dom Gérard usa de todos los argumentos para paralizar la resistencia…
Él suicidó su obra…
Pido a Nuesra Señora que lo ayude en la defensa de la honra de su divino Hijo.
Que Dios lo bendiga y bendiga a su monasterio.

[Radio Cristiandad]

Problemas Morais da Psicofarmacologia – Papa Pio XII (l)

[http://a-grande-guerra.blogspot.com.br/]

Depois de havermos exprimido brevemente os êxitos registrados recentemente pela neuropsicofarmacologia (2) abordamos o exame dos princípios morais que se aplicam especialmente às situações com que deparais. Enquanto vós considerais o homem como objeto de ciência, e tentais agir sobre ele por todos os meios de que dispondes, a fim de lhe modificardes o comportamento e de lhe curardes as doenças físicas ou mentais, Nós o encaramos aqui como uma pessoa, como um indivíduo responsável pelos seus atos, empenhado num destino que ele deve cumprir, ficando fiel à sua consciência e a Deus. Teremos, pois, de examinar as normas que determinam a responsabilidade do especialista da neuropsicofarmacologia e de todo aquele que lhe utiliza as invenções.

O médico consciencioso experimenta por instinto a necessidade de se apoiar numa deontologia médica e de se não contentar com regras empíricas. Na Nossa alocução de 10 de abril de 1958 ao XIII Congresso da Associação Internacional de Psicologia Aplicada, assinalávamos que na América haviam publicado um Código de deontologia médica, Ethical Standards for Psychologísts, o qual se baseia nas respostas de 7.500 membros da "American Psychological Association" (A. A. S., a. 50, 1958, págs, 271-272). Esse Código manifesta a convicção dos médicos de que existe para os psicólogos, para os pesquisadores e para os práticos de um conjunto de normas que dão não somente orientações, mas também indicações imperativas. Estamos persuadidos de que vós compartilhais este ponto de vista, e de que admitis a existência de normas que correspondem a uma ordem moral objetiva; aliás, a observância dessa ordem moral absolutamente não constitui um freio ou um obstáculo ao exercício da vossa profissão.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Esta não é a voz da Tradição

TRANSCRIPCIÓN DEL VIDEO DE LA ENTREVISTA
DE MONS. FELLAY A CNS.

[Se ha respetado el estilo oral.]

Menzingen, Switzerland. Headquarters of the SSPX.
 

SSPX vs. Rome

The question is not the Society vs Rome, I think if you see the whole thing like that it is a wrong understanding. I definitely don’t look at it this way. Since Paul VI, we may see it’s in the Council, so it is not new, we may see since the Council we have this apprehension that there is something wrong with the Church, a movement, strong movement, which is going, which is no longer, let’s say, giving the Catholic line, but from people who are in positions, and so who give the impression it is the Catholic Church. Many people have an understanding of the Council which is a wrong understanding. And now we have Authorities in Rome who say it. We, I may say in the discussions, I think we see that many things which we would have condemned as being from the Council are in fact not from the Council. But the common understanding of it.

La cuestión no es la Fraternidad vs. Roma, yo pienso que si se ve todo en su conjunto es un mal entendido. Yo definitivamente no lo veo de este modo. Desde Paulo VI hemos visto que es en el Concilio, esto no es nuevo, hemos visto que desde el Concilio tenemos esta aprensión de que algo está mal en la Iglesia, un movimiento muy fuerte que ya no está en la línea católica el cual es llevado por personas que están posicionados y por eso se da la impresión que es la Iglesia Católica. Mucha gente tiene un entendimiento del Concilio que es un mal entendimiento. Ahora tenemos autoridades en Roma que lo dicen. Nosotros hemos visto en las discusiones que muchas cosas que hemos condenado como pertenecientes al concilio, no son de hecho del concilio, sino del común entendimiento de éste.

Religious Liberty

The Relgious liberty is used in so many ways and looking closer I really have the impression that not many know what really the Council said about it. The Council is presenting a religious liberty which is in fact a very, very limited one. Very limited. It would mean our talks with Rome, they clearly said that to mean that there would be a right to error or right to choose each religion, is false.

La libertad religiosa es utilizada de muchas maneras, y viendo de cerca yo realmente tengo la impresión que no muchos conocen lo que realmente el Concilio dijo al respecto. El Concilio presenta una libertad religiosa de hecho muy, muy limitada. Muy limitada. Eso significa que en nuestras pláticas con Roma ellos dijeron claramente que tener el derecho al error o escoger una religión es falso.